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Programa ADAPTAR: Incentivos às empresas para adotarem medidas de segurança, no contexto da doença COVID-19

Já foi publicado o Decreto-lei que estabelece o sistema de incentivos à segurança nas micro, pequenas e médias empresas, no contexto da doença COVID-19.

Este sistema, designado Programa ADAPTAR, vai permitir minorar os custos acrescidos para o restabelecimento rápido das condições de funcionamento das micro, pequenas e médias empresas.

Este programa tem aplicação em todo o território do continente sendo apoiados, nomeadamente, os custos de aquisição de equipamentos de proteção individual para trabalhadores e utentes, equipamentos de higienização, contratos de desinfeção e os custos com a reorganização dos locais de trabalho e alterações de layout dos estabelecimentos.

Os apoios às microempresas são atribuídos sob a forma de subvenção não reembolsável de 80% sobre as despesas elegíveis. No caso das pequenas e médias empresas a subvenção não reembolsável atribuída é de 50%.

No caso das microempresas as despesas elegíveis deverão estar no intervalo de 500 euros e 5.000 euros. Nas pequenas e médias empresas o intervalo sobe para 5.000 euros e 40.000 euros.

Consulte o Decreto-Lei n.º 20-G/2020, para mais detalhes AQUI.

Ferramentas digitais para decorar as casas virtualmente

O recente cofinanciamento social provocou uma quebra no setor imobiliário que pode ter atingido uma redução de 40% do volume de negócios no passado mês de abril como refere Rafaela Relvas no Jornal de Negócios.

As imobiliárias e os seus agentes conscientes das dificuldades que esta pandemia lhes causou procuraram-se reinventar para ultrapassar as barreiras entretanto criadas.

Rápido se aperceberam que os tempos estão cada vez mais orientados para o digital/virtual.

É neste contexto que apresentamos 3 ferramentas digitais que permitem decorar as casas virtualmente, podendo contribuir para o incremento das vendas:

  1. Virtual Staging Lab
  2. Virtual Staging Solutions
  3. VRX Staging

Recentemente, o Idealista também anunciou o lançamento de uma ferramenta similar para profissionais imobiliários o Virtual Home Staging (VHS) que permite decorar as casas virtualmente. 

Airbnb a melhor “associação” dos profissionais de alojamento local. Saiba porquê

Numa altura em que o setor do alojamento local parece encurralado pelo covid-19, finalmente aparece uma entidade com uma resposta que nos parece muito apropriada face à situação.  De acordo com o Jornal Observador a plataforma de alojamento local Airbnb vai implementar um “programa de limpeza avançadacom formação e certificação dos “anfitriões” e uma nova ferramenta de bloqueio de 72 horas entre estadias.

Parabéns ao Airbnb que, ao defender a sua sobrevivência, assumiu um papel que podemos equiparar ao de melhor associação de defesa dos alojamentos locais, nesta fase tão crítica.

É que isto não vai lá apenas com slogans do tipo “Alojamento Local o Melhor Local para as Suas Férias em 2020”.  

É preciso dar credibilidade de segurança e isso nunca seria possível se cada um, individualmente, o fizesse.

Mais uma vez, parabéns Airbnb!

Setor imobiliário adere ao digital em resposta ao Covid-19

A primeira barreira criada pelo Covid-19 ao setor imobiliário foi prontamente superada. A Circular Informativa N.º 1/IMPIC/2020 vem esclarecer que:

  1. As entidades com atividade de mediação imobiliária e de construção, no âmbito dos regimes jurídicos previstos no artigo 16.º da Lei n.º 15/2013, de 8 de fevereiro, alterada pelo Decreto-Lei n.º 102/2017, de 23 de agosto e no artigo 26.º da Lei n.º 41/2015, de 3 de junho, poderão celebrar contratos de mediação imobiliária, de empreitada e de subempreitada, quando aplicável, com os seus clientes recorrendo ao disposto no art. 16-A do Decreto-Lei n.º 12-A/2020, cumprindo os restantes pressupostos legais;
  2. Os contratos-promessa de compra e venda de imóveis poderão ser celebrados e assinados de forma manuscrita ou através de assinatura eletrónica qualificada com base no referido normativo legal e na legislação aplicável (Decreto-Lei n.º 290-D/99, de 2 de agosto, com as respetivas alterações);
  3. As entidades com atividades imobiliária e de construção poderão consultar no link https://webgate.ec.europa.eu/tl-browser/#/ os prestadores de serviços europeus autorizados à emissão deste tipo de certificados de assinatura eletrónica, incluindo Portugal https://webgate.ec.europa.eu/tl-browser/#/tl/PT;
  4. A adoção e aceitação dos referidos procedimentos pelas entidades de mediação imobiliária e de construção, clientes e destinatários de negócio deverão resultar de forma expressa, inequívoca e clara da sua vontade, informando as partes dos seus direitos e deveres no âmbito do presente diploma legal ora aprovado.

Portanto, caso esteja interessado em comprar ou vender pode fazê-lo em total segurança. Nas redes sociais a mensagem “Hoje foi dia de escritura” ainda é frequente.

Futebol Clube do Porto não vai reembolsar empréstimo obrigacionista na data de vencimento

De acordo com o Eco o Futebol Clube do Porto vai falhar o reembolso do empréstimo obrigacionista de 35 milhões de euros a 9 de junho. A solução proposta é o prolongamento da emissão por 12 meses, com a mesma taxa de 4,5% e o reembolso em junho de 2021. Mas também admite a antecipação desta liquidação para janeiro de 2021, no período de transferências.

Você que comprou estes títulos sabia que isto podia ocorrer? Provavelmente não! Sabia que o Sporting também falhou o reembolso a 25 de maio de 2018 (Eco), adiando o pagamento para 26 de novembro do mesmo ano? Pior ainda, sabia que houve quem tivesse investido em obrigações da Portugal Telecom (RTP) e não foi reembolsado?

Pois bem, antes de investir esteja bem informado. Frequente o nosso Curso de Mercados e Produtos Financeiros. Vai ver que é um bom investimento!

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Como será o futuro do turismo no pós-covid-19?

O setor do turismo é um dos mais afetados pelo covid-19. O futuro avizinha-se muito preocupante para este setor enquanto os cientistas não encontrarem uma vacina contra o covid-19.

Neste lapso de tempo, entre 12 a 18 meses apresentado como sendo o mais provável, é preciso reinventar o Turismo.

A este propósito destacamos uma antevisão de Alexey Kravchenko (Economic Affairs Officer – Trade, Investment and Innovation Division of ESCAP) que poderá ter interesse para as empresas e restantes entidades ligadas a este setor.

Uma forma de minimizar o impacto do covid-19 no turismo, numa primeira fase, seria incentivar o turismo doméstico. Tal poderia ser feito restringindo propositadamente as viagens externas.

Mas como poderíamos evitar a propagação da pandemia ao incentivar o turismo, mesmo que a nível interno?  

Se for evidente que os sobreviventes do COVID-19 se tornam imunes a infeções e transmissões subsequentes, um certificado de imunidade poder-se-ia tornar um requisito para viagens externas e internas.

Por exemplo, o Reino Unido já está a considerar emitir “passaportes de imunidade” para que as pessoas possam deixar o bloqueio mais cedo.

Numa fase posterior, é desejável obter receitas dos turistas estrangeiros. É natural que haja uma competição lenta e intensificada gradualmente pelas receitas dos turistas estrangeiros.

Os países podem exigir um certificado gratuito COVID-19, sendo desejável que estes sejam reconhecidos internacionalmente através de laboratórios credenciados. Para iniciar esse processo, os governos podem querer começar a discutir tais disposições, incluindo acordos de reconhecimento mútuo, padrões internacionais aceites e assim por diante.

Por outro lado, os próprios países anfitriões também precisarão mostrar que são seguros para os turistas. Isso vai para além do baixo número de infeções relatadas, mas também da existência de sistemas confiáveis ​​no caso de turistas ficarem doentes. Tais disposições podem incluir garantia do governo para tratamento privado (uma vez que agora seria quase impossível obter seguro).

Os países destinatários também terão de facilitar a chegada dos viajantes. Isso significará a melhoria dos processos de solicitação de visto (disponibilização on-line) ou a renúncia total, talvez como parte de acordos bilaterais.

FMI prevê recessão de 8% para Portugal. Teremos de volta as medidas de austeridade?

Mesmo para quem seja leigo na matéria percebe que a nossa economia e sociedade vão sofrer, ainda mais, com os efeitos indiretos do Covid-19. A defesa da saúde de todos nós conduziu, até ao limite das nossas capacidades, à necessidade do encerramento de boa parte do nosso tecido empresarial. Os pedidos de layoff, o encerramento de empresas e o desemprego são algumas das consequências que já se fazem sentir e que no futuro tenderão a agravar-se. Por outro lado, as conta do Estado irão sofrer uma pressão do aumento das despesas e de uma quebra inevitável das receitas.

Neste contexto, é previsível que o nosso Estado de Emergência não possa prolongar-se por muito mais tempo. O que nos reserva o futuro?

Em termos de saúde ainda há muitas incertezas em relação ao covid-19, sendo expectável o aparecimento de uma vacina dentro de dois anos. Em termos económicos é consensual entre os vários economistas que vamos enfrentar uma recessão a nível global maior que a crise financeira de 2008. A incerteza a este respeito, como refere “The Economist” consiste em saber se vamos ter uma recessão em forma de “V” (uma quebra acentuada da economia seguida de uma rápida recuperação), em forma de “U” (uma quebra acentuada da economia seguida de uma recuperação lenta) ou em forma de “L” (uma recessão a longo prazo).

Que impacto terá esta pandemia na economia portuguesa e nos Portugueses?

O FMI previu, recentemente, uma quebra no PIB de 8%. O primeiro-ministro em entrevista à Lusa garantiu que “Não haverá mais austeridade devido às ajudas do Mecanismo de Estabilidade Europeia

Sendo certo que o melhor cenário que temos a nível global é uma recessão em forma de “V” o qual, por si só, já nos deixa numa situação de grande vulnerabilidade, sendo ainda possível qualquer dos dois outros cenários, garantir que não haverá mais austeridade devido às ajudas do Mecanismo de Estabilidade Europeia é, no mínimo, muito imprudente. Tão imprudente que poucos dias mais tarde o primeiro-ministro António Costa não excluiU que venham a ser aplicadas medidas de austeridade em Portugal, após o surto de Covid-19 (notícia Eco Sapo).

Um dos setores mais castigado, o turismo, representa em Portugal cerca de 19% do PIB de acordo com os dados divulgados pelo Conselho Mundial das Viagens e Turismo.

Segundo a Moody’s os setores do vestuário, fabricantes automóveis, fornecedores de automóveis, bens de consumo duradouros, jogos, alojamento, turismo e lazer, companhias aéreas, retalho (produtos não alimentares), são os que mais estão à mercê da evolução mundial da pandemia do Covid-19, e como tal, dão sinais de fragilidade quanto à sua sobrevivência num futuro próximo.

Neste contexto, parece-nos inevitável o regresso às medidas de austeridade.  

A vida na China está a voltar ao normal?

Apesar de estarmos todos focados nos números de infetados e mortes pelo Covid-19 na europa e no nosso país em particular, hoje, decidimos pesquisar se a China está realmente a voltar ao normal?

Dos vários vídeos e artigos que pesquisámos concluímos que a China está a voltar gradualmente ao normal apesar de manter-se o controlo através dos códigos QR, medindo a temperatura para prevenir e identificar os círculos de contatos comunitários, caso surja a confirmação de um novo infetado.

As lojas, restaurantes, bares e escritórios estão abertos ao público e a atividade fabril começa a crescer.

Ainda assim, com a pandemia, a economia da China encolheu 6,8% no 1º trimestre, a primeira contração em quase 30 anos.

As Bolsas chinesas apresentam sinais de recuperação, apesar da economia enfrentar, no curto prazo, uma procura externa bastante condicionada à evolução da pandemia no resto do mundo, designadamente, na Europa e nos Estados Unidos.

Curso de Branqueamento de Capitais para Entidades Imobiliárias (e-Learning)

Numa altura em que o setor imobiliário encontra-se parado, à semelhança de boa parte da economia, aproveite o tempo disponível em casa para frequentar o Curso de Branqueamento de Capitais para Entidades Imobiliárias, em regime de e-learning, cumprindo um dos deveres previstos no regulamento do IMPIC.

Veja uma amostra de lição AQUI na qual pode aprender quais são as obrigações das entidades imobiliárias em matéria de formação para os seus colaboradores neste âmbito.

Para além do dever de formação, as entidades imobiliárias estão sujeitas aos seguintes deveres:

  • Dever de controlo
  • Dever de identificação e diligência
  • Dever de comunicação
  • Dever de abstenção
  • Dever de recusa
  • Dever de conservação
  • Dever de exame
  • Dever de colaboração
  • Dever de não divulgação

Para aceder a toda informação sobre este Curso clique AQUI.

Governo lança site com informação com as medidas excecionais de resposta ao Covid-19

O Governo lançou um novo site onde reúne todas as informações importantes sobre as medidas de prevenção e contenção do novo coronavírus em Portugal.

O site covid19estamoson.gov.pt pretende ser um guia prático para apoiar cidadãos, famílias e empresas no combate aos efeitos causados pelo COVID-19, dando-lhes a conhecer todos os apoios disponibilizados, assim como a documentação necessária – por exemplo os formulários que devem preencher – para efetivarem os seus direitos.