Coronavirus: Os efeitos indiretos já chegaram a Portugal. O que nos reserva o futuro?

Recentemente a Associação de Hotelaria de Portugal fez referência a uma acentuada descida nas dormidas e do índice de consumo de turistas chineses em Portugal.

Cedo percebemos que, apesar do coronavírus ainda não ter chegado ao nosso país, os seus efeitos indiretos sobre a economia nacional seriam muito prováveis, em particular no setor do turismo (no nosso artigo de 5/fevereiro explicamos porquê).

Hoje, face às mais recentes notícias, é pouco provável que as suas consequências se fiquem apenas pelos efeitos indiretos. A propagação do vírus atingiu uma nova fase com o aumento de casos fora da china, atingindo sobretudo o Japão, a Coreia do Sul, o Irão e a Itália. De acordo com a Bloomberg já foram confirmados 79.527 casos e 2.627 mortes em todo o mundo.

Em termos económicos, os setores dos transportes e do turismo serão os primeiros a sofrer o impacto desta nova realidade, provavelmente, mesmo que o seu impacto na saúde seja pequeno.

Apesar da elevada incerteza face ao desconhecimento deste novo vírus, em nossa opinião, poucas dúvidas prevalecem sobre o seu impacto económico que já se faz sentir e que os mercados financeiros já começaram a antecipar.

O que nos reserva o futuro? Diz-nos a história que a ciência e o tempo irão encontrar resposta a este flagelo. Até lá, se a sua empresa faz parte dos setores críticos é fundamental desenvolver planos de contingência.

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