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BPI está disponível para conceder uma moratória de crédito para os particulares e empresas

Numa altura em que os efeitos indiretos do Coronavírus crescem a um ritmo considerável algumas instituições de crédito anunciam algumas medidas que podem ser uteis para atenuar os efeitos de curto prazo.

Neste contexto, o BPI anuncia no seu site que se encontra disponível para conceder uma moratória de crédito para os particulares no crédito à habitação e no crédito pessoal, incluindo o financiamento automóvel.

Esta moratória estará disponível a pedido dos Clientes e consistirá na concessão de uma carência de capital, acompanhada de prorrogação do prazo da operação, até 6 meses, para operações de crédito regulares que se encontrem em período de reembolso, ou iniciem esse período em 2020.

No que diz respeito às empresas o BPI está disponível para conceder uma moratória de crédito, em articulação com as medidas que possam vir a ser estabelecidas pela União Europeia e pelo Estado Português.

A moratória prevista pelo BPI consistirá na concessão de uma carência de capital, acompanhada pela prorrogação do prazo da operação, até 1 ano, em operações de crédito regulares que se encontrem em período de reembolso, ou iniciem esse período em 2020.

Uma medida equiparada a uma aspirina que sempre alivia a dor. Entretanto, aguardamos com expetativa o resultado da cimeira virtual de líderes europeus.

Coronavirus: Os efeitos indiretos já chegaram a Portugal. O que nos reserva o futuro?

Recentemente a Associação de Hotelaria de Portugal fez referência a uma acentuada descida nas dormidas e do índice de consumo de turistas chineses em Portugal.

Cedo percebemos que, apesar do coronavírus ainda não ter chegado ao nosso país, os seus efeitos indiretos sobre a economia nacional seriam muito prováveis, em particular no setor do turismo (no nosso artigo de 5/fevereiro explicamos porquê).

Hoje, face às mais recentes notícias, é pouco provável que as suas consequências se fiquem apenas pelos efeitos indiretos. A propagação do vírus atingiu uma nova fase com o aumento de casos fora da china, atingindo sobretudo o Japão, a Coreia do Sul, o Irão e a Itália. De acordo com a Bloomberg já foram confirmados 79.527 casos e 2.627 mortes em todo o mundo.

Em termos económicos, os setores dos transportes e do turismo serão os primeiros a sofrer o impacto desta nova realidade, provavelmente, mesmo que o seu impacto na saúde seja pequeno.

Apesar da elevada incerteza face ao desconhecimento deste novo vírus, em nossa opinião, poucas dúvidas prevalecem sobre o seu impacto económico que já se faz sentir e que os mercados financeiros já começaram a antecipar.

O que nos reserva o futuro? Diz-nos a história que a ciência e o tempo irão encontrar resposta a este flagelo. Até lá, se a sua empresa faz parte dos setores críticos é fundamental desenvolver planos de contingência.

Coronavírus já está a custar bilhões ao setor global do turismo

O coronavírus está a custar bilhões à indústria global de turismo porque viajantes chineses estão a ser impedidos de deixar o país.

Hotéis, companhias aéreas, casinos e operadoras de cruzeiros estão entre as empresas mais afetadas pelo vírus, que até agora matou 131 vidas na China, com quase 6.000 infetados em todo o mundo, anunciou, recentemente, o Dailymail.

O impacto foi agravado pelo vírus mortal da gripe que se espalhou durante o feriado do Ano Novo Lunar, geralmente um período de grande expansão para as viagens chinesas.

O que acontece na China significa muito mais para a economia mundial do que quando ocorreu o surto de SARS, quase duas décadas atrás. Em 2003, a China representava 4,3% da produção económica mundial. No ano passado, representou 16,3%, segundo o Fundo Monetário Internacional.

De acordo com a Rádio Renascença, em 2018, 315 mil chineses fizeram turismo em Portugal, garantindo meio milhão de dormidas.