Taxas de ocupação do alojamento local com fortes quebras. E agora o que fazer?

Taxas de ocupação do alojamento local com fortes quebras. E agora o que fazer?

De acordo com o Jornal Público de 29/junho/2020 a taxa de ocupação do alojamento local em maio caiu para 5% em Lisboa e 3% no Porto.

O cenário nas restantes localidades do nosso país é igualmente preocupante. Os proprietários de Alojamentos Locais mostram-se preocupados e alguns deles não sabem o que fazer.

Neste artigo iremos apresentar uma reflexão a qual poderá ajudá-lo a tomar uma decisão.

Qualquer decisão desta natureza deverá ser suportada, em boa parte, em função dos acontecimentos futuros. E o que sabemos nós sobre o futuro?

O próximo vídeo, que faz parte de uma lição do nosso Curso de Elaboração de Planos de Negócio, vai ajudar-nos a obter uma resposta:

Este vídeo para além de nos ajudar a tomar consciência da incerteza reflete algo que poderá constituir um dos principais erros dos gestores: pensar o futuro como uma mera projeção do presente ou do passado recente.

Provavelmente, aquando da realização de boa parte dos investimentos em alojamentos locais há uns anos as projeções foram realizadas tendo por base o contexto então vivido.   

Num dos nossos primeiros cursos “Curso de Análise de Investimentos em Reabilitação de Edifícios Urbanos” salientámos a importância de superar esta tendência natural aquando da realização das suas projeções.

Então, agora na sua tomada de decisão que poderá passar por vender o negócio, manter e aguardar por melhores dias, mudar para arrendamento, entre outras, também deverá evitar pensar o futuro como uma mera projeção do presente ou do passado recente.

Então, qual deverá ser a decisão a tomar?

A solução não será certamente igual para todos. Do mesmo modo que quando estamos doentes, com a mesma patologia, os médicos não prescrevem a mesma receita indiscriminadamente (nem todos reagem da mesma forma), também no caso dos proprietários de alojamentos locais a receita poderá não ser sempre a mesma.

Manter um negócio sustentável sem rendimentos ou com baixos rendimentos pode não ser possível a todos, pois a exposição ao risco económico e financeiro poderá ser manifestamente diferente.

Nalgumas circunstâncias o arrendamento temporário poderá constituir um balão de oxigénio, noutras valerá a pena avaliar a possibilidade de recorrer ao leaseback.

O leaseback é uma transação financeira, através da qual, uma empresa vende e contrata um novo leasing relativo a esse mesmo ativo. Ou seja, continua a poder utilizar esse ativo, apesar da propriedade jurídica já não ser sua.

Também poderá haver alguns casos que, face ao elevado risco, seja prudente vender o negócio. Neste caso, é desejável fazer uma avaliação do negócio. No nosso Curso de Avaliação de Imóveis de Rendimento explicamos e exemplificamos como se forma o valor destes imóveis. Se optar ou for “forçado” a vender procure não vender ao desbarato tendo um conhecimento sobre o valor do seu imóvel de rendimento.

Nalguns casos, talvez pelos piores motivos, o COVID-19 fez renascer a importância de alguns fatores a considerar quando investimos em negócios. Leve sempre em conta o estudo:

– da rendibilidade;

– do risco; e

– da liquidez. 

Administrator