Artigo

Turismo – Antevisão de um longo caminho para a recuperação

De acordo com uma pesquisa recente da Organização Mundial do Turismo (OMT), a maioria dos especialistas em turismo não espera um retorno aos níveis pré-pandémicos antes de 2023.

À medida que o turismo recomeça, o Painel de Especialistas da OMT prevê uma procura crescente por atividades turísticas ao ar livre e baseadas na natureza, com o turismo doméstico e as experiências de “slow travel” ganhando cada vez mais interesse. 

O “slow travel” foi inspirado no movimento “slow food”. A proposta segue a mesma lógica. Fazendo a analogia, “slow travel” consiste em viajar com mais presença, trocando quantidade por qualidade, valorizando uma conexão profunda com os lugares visitados.

Inquérito ao Turismo em Portugal

A Amibússola está a desenvolver um estudo no âmbito do turismo em Portugal.

Pedimos-lhe que nos conceda apenas 2 minutos do seu tempo para responder a este pequeno inquérito.

Clique AQUI para responder.

Muito obrigado!

Informamos que os resultados já se encontram disponíveis AQUI.

Como será o futuro do turismo no pós-covid-19?

O setor do turismo é um dos mais afetados pelo covid-19. O futuro avizinha-se muito preocupante para este setor enquanto os cientistas não encontrarem uma vacina contra o covid-19.

Neste lapso de tempo, entre 12 a 18 meses apresentado como sendo o mais provável, é preciso reinventar o Turismo.

A este propósito destacamos uma antevisão de Alexey Kravchenko (Economic Affairs Officer – Trade, Investment and Innovation Division of ESCAP) que poderá ter interesse para as empresas e restantes entidades ligadas a este setor.

Uma forma de minimizar o impacto do covid-19 no turismo, numa primeira fase, seria incentivar o turismo doméstico. Tal poderia ser feito restringindo propositadamente as viagens externas.

Mas como poderíamos evitar a propagação da pandemia ao incentivar o turismo, mesmo que a nível interno?  

Se for evidente que os sobreviventes do COVID-19 se tornam imunes a infeções e transmissões subsequentes, um certificado de imunidade poder-se-ia tornar um requisito para viagens externas e internas.

Por exemplo, o Reino Unido já está a considerar emitir “passaportes de imunidade” para que as pessoas possam deixar o bloqueio mais cedo.

Numa fase posterior, é desejável obter receitas dos turistas estrangeiros. É natural que haja uma competição lenta e intensificada gradualmente pelas receitas dos turistas estrangeiros.

Os países podem exigir um certificado gratuito COVID-19, sendo desejável que estes sejam reconhecidos internacionalmente através de laboratórios credenciados. Para iniciar esse processo, os governos podem querer começar a discutir tais disposições, incluindo acordos de reconhecimento mútuo, padrões internacionais aceites e assim por diante.

Por outro lado, os próprios países anfitriões também precisarão mostrar que são seguros para os turistas. Isso vai para além do baixo número de infeções relatadas, mas também da existência de sistemas confiáveis ​​no caso de turistas ficarem doentes. Tais disposições podem incluir garantia do governo para tratamento privado (uma vez que agora seria quase impossível obter seguro).

Os países destinatários também terão de facilitar a chegada dos viajantes. Isso significará a melhoria dos processos de solicitação de visto (disponibilização on-line) ou a renúncia total, talvez como parte de acordos bilaterais.

Coronavirus: Os efeitos indiretos já chegaram a Portugal. O que nos reserva o futuro?

Recentemente a Associação de Hotelaria de Portugal fez referência a uma acentuada descida nas dormidas e do índice de consumo de turistas chineses em Portugal.

Cedo percebemos que, apesar do coronavírus ainda não ter chegado ao nosso país, os seus efeitos indiretos sobre a economia nacional seriam muito prováveis, em particular no setor do turismo (no nosso artigo de 5/fevereiro explicamos porquê).

Hoje, face às mais recentes notícias, é pouco provável que as suas consequências se fiquem apenas pelos efeitos indiretos. A propagação do vírus atingiu uma nova fase com o aumento de casos fora da china, atingindo sobretudo o Japão, a Coreia do Sul, o Irão e a Itália. De acordo com a Bloomberg já foram confirmados 79.527 casos e 2.627 mortes em todo o mundo.

Em termos económicos, os setores dos transportes e do turismo serão os primeiros a sofrer o impacto desta nova realidade, provavelmente, mesmo que o seu impacto na saúde seja pequeno.

Apesar da elevada incerteza face ao desconhecimento deste novo vírus, em nossa opinião, poucas dúvidas prevalecem sobre o seu impacto económico que já se faz sentir e que os mercados financeiros já começaram a antecipar.

O que nos reserva o futuro? Diz-nos a história que a ciência e o tempo irão encontrar resposta a este flagelo. Até lá, se a sua empresa faz parte dos setores críticos é fundamental desenvolver planos de contingência.

Coronavírus já está a custar bilhões ao setor global do turismo

O coronavírus está a custar bilhões à indústria global de turismo porque viajantes chineses estão a ser impedidos de deixar o país.

Hotéis, companhias aéreas, casinos e operadoras de cruzeiros estão entre as empresas mais afetadas pelo vírus, que até agora matou 131 vidas na China, com quase 6.000 infetados em todo o mundo, anunciou, recentemente, o Dailymail.

O impacto foi agravado pelo vírus mortal da gripe que se espalhou durante o feriado do Ano Novo Lunar, geralmente um período de grande expansão para as viagens chinesas.

O que acontece na China significa muito mais para a economia mundial do que quando ocorreu o surto de SARS, quase duas décadas atrás. Em 2003, a China representava 4,3% da produção económica mundial. No ano passado, representou 16,3%, segundo o Fundo Monetário Internacional.

De acordo com a Rádio Renascença, em 2018, 315 mil chineses fizeram turismo em Portugal, garantindo meio milhão de dormidas.