Artigo

A “Taxa” Municipal Turística de Dormida e outras incongruências fiscais

Recordo-me, enquanto estudante, um dos primeiros assuntos abordados na disciplina de direito fiscal: a diferença entre taxa e imposto.

O imposto é uma prestação coativa, pecuniária, definitiva e unilateral, estabelecida por lei, sem caráter de sanção, a favor do Estado, para realização de fins públicos e ainda tendo em conta objetivos de ordem económica e social.

A taxa é uma prestação pecuniária, definitiva, bilateral, cobrada por uma autoridade pública, sem caráter de sanção e destina-se a retribuir, no todo ou em parte, um serviço individualmente prestado por determinados serviços públicos.

A diferença entre imposto e taxa não suscita quaisquer dúvidas. O imposto é uma prestação unilateral enquanto a taxa é uma prestação bilateral, destinando-se a retribui um serviço individualmente prestado por determinados serviços públicos.

Em 2016, a cidade de Lisboa começou a cobrar a taxa turística e, desde então, outras cidades do nosso país seguiram o exemplo.

Sendo uma taxa, tendo em consideração o seu significado, é caso para perguntar: qual é o serviço individual prestado pelos serviços públicos como contrapartida desta prestação pecuniária suportada pelos turistas que pernoitam nalgumas cidades do nosso país?

O serviço de alojamento não é certamente, pois esse não é prestado pelos serviços públicos, é prestado pela iniciativa privada nas suas mais variadas unidades de alojamento.

Respondendo objetivamente à questão formulada é caso para dizer que não há nenhum serviço público associado. Trata-se de um verdadeiro imposto, ao qual decidiu-se chamar taxa.

Não se pense que este é um caso único de incongruência. No âmbito fiscal temos vários. Será que alguém me pode explicar por que motivo as empresas de alojamento local, em zonas de contenção, vão ser sujeitas a uma base tributável superior (imposto sobre o rendimento), só pelo motivo de se encontrarem em zonas de contenção?

Eventualmente, poderão pensar que estas incongruências apenas se encontram no setor do alojamento local. De forma alguma! Certamente, já ouviram falar das taxas de tributação autónoma prevista nos códigos do imposto sobre o rendimento (das pessoas singulares e coletivas).

Ora, ambos códigos, como o próprio nome indicam dizem respeito a impostos sobre o rendimento. Então, como se explica que uma pessoa individual ou coletiva que esteja no regime de contabilidade organizada que não tenha nenhum rendimento e tenha uma viatura ligeira de passageiros pague imposto sobre o rendimento?

Para dificultar a resposta à nossa questão lembro que pagará o dobro (de imposto sobre o rendimento?!) caso tenha prejuízo.

Mas, estamos a tributar o rendimento ou o consumo?

Geralmente, apresenta-se a justificação de que em boa parte das PMEs os sócios/gerentes compram as viaturas em nome da empresa e usufruem dela, também, em termos pessoais. Estou de acordo! Então, e se for um veículo movido exclusivamente a energia elétrica já não é suscetível de ocorrer? Nesse caso é pouco provável usufruírem dela no âmbito pessoal?

De facto, parece-me que alguns conceitos têm vindo a perder o seu verdadeiro significado porque, na realidade, já não importa como se obtém a receita fiscal apenas importa obtê-la!

Número de adolescentes no Reino Unido com negócios próprios aumentou 700% em 10 anos

Uma pesquisa divulgada pela BBC sugere que o número de adolescentes no Reino Unido com negócios próprios aumentou 700% em 10 anos.

Segundo a pesquisa, um em cada cinco adolescentes prefere ser seu próprio chefe do que trabalhar para outra pessoa.

Para George Bailey, um jovem de 19 anos que dirige a sua própria empresa, a tecnologia e os media tornaram mais fácil para os jovens criar o seu próprio negócio.

Em Portugal também temos bons exemplos de jovens que decidiram lançar os seus próprios negócios ligados às novas tecnologias.

A Revista Exame apresenta-nos oito exemplos de jovens portugueses que estão a dar cartas no empreendedorismo, representando uma nova geração de empreendedores.

Apesar do grau inovador dos vários negócios uma variável permanece inalterada: a necessidade de realizar um bom plano de negócio.

Se precisar de formação nesta área veja o nosso Curso prático de Elaboração de Planos de Negócio, com recursos pedagógicos exclusivos:

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  • Programa em Microsoft Excel automatizado para produzir os planos financeiros
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O futuro do trabalho são as competências

De acordo com Jamie Dimon, chairman e CEO da JPMorgan Chase, obter uma licenciatura não é o único caminho para um trabalho bem pago. Na próxima década as competências deverão orientar os processos de recrutamento.

Esta têm sido a orientação dos nossos cursos práticos. Ao frequentá-los está a adquirir competências que irão aumentar a sua competitividade profissional.

Atualmente, temos disponíveis cinco cursos práticos com recursos pedagógicos exclusivos:

  • Curso de Análise de Investimentos em reabilitação de Edifícios Urbanos;
  • Curso Painel de Bordo para Alojamento Local;
  • Curso Avaliação de Imóveis de Rendimento;
  • Curso Elaboração de Planos de Negócio;
  • Curso Mercados e Produtos Financeiros.

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Esta é apenas uma das 25 tendências para a próxima década que a Revista Executive Digest selecionou recentemente.

Revolut: uma ameaça aos bancos tradicionais?

A Revolut, através do seu cartão físico ou virtual, oferece a possibilidade de realizar operações de pagamento, transferências nacionais ou internacionais e taxas de câmbio sem o pagamento das tradicionais comissões bancárias. Aliás, o próprio cartão não envolve quaisquer custos de posse para os particulares.

Numa altura em que a banca tradicional cobra comissões por tudo e por nada a Revolut constitui uma verdadeira ameaça. Em setembro de 2019, em Portugal, já contava com mais de 270 mil utilizadores.

Recentemente, os CTT – Correios de Portugal assinaram um contrato com a Revolut para proceder à distribuição dos Cartões Revolut aos clientes, estimando-se entregas superiores a 210 mil cartões a nível da península ibérica.

A Revolut, porque está sediada em Londres, foram inicialmente criados rumores da necessidade de declarar estas contas no IRS por tratar-se de contas no estrangeiro. Posteriormente, a Autoridade Tributária veio esclarecer num ofício (ofício circulado N.º 20.211) que não era preciso indicar a conta na declaração de IRS de 2018.

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OE 2020 penaliza alojamento local em zonas de contenção

O Orçamento do Estado para 2020, penaliza os proprietários de unidades de alojamento local em zonas de contenção.

Deste modo a atividade de Alojamento Local, em zona de contenção, no regime simplificado de IRS, os rendimentos deixam de ser considerados para efeitos de tributação à taxa de 35% para serem tributados à taxa de 50%.

De acordo com o Secretário de Estado dos Assunto Fiscais, António Mendonça Mendes, em entrevista à SIC, não há nenhuma penalização do Alojamento Local.

Quando a base de tributação passa de 35% para 50% afirmar que não há nenhuma penalização é uma hipocrisia.

A ALEP, já se pronunciou sobre esta medida considerando-a totalmente arbitrária e discriminatória, afetando o elo mais fraco, ou seja, os pequenos proprietários com 1 ou 2 imóveis das zonas de contenção.

Curso Mercados e Produtos Financeiros (E-Learning)

Já se encontra disponível mais um curso em regime de e-learning: o Curso Mercados e Produtos Financeiros.

Com as taxas de juro dos depósitos a prazo muito próximas de 0% multiplica-se o interesse dos aforradores por investimentos alternativos como ações, obrigações ou até mesmo aquisição de moeda externa.

Para além deste facto ainda está presente na memória de muitos aforradores a crise financeira de 2008 e a queda de vários Bancos portugueses (BPN, BPP, BES) que aumentaram o interesse sobre estas matérias.

Foi neste contexto que surgiu a nossa motivação para criar este curso tendo por objetivo explicar o funcionamento dos mercados financeiros e dar a conhecer os seus principais produtos financeiros.

Inscreve-te já! As vagas são limitadas.

oda a informação disponível AQUI (incluindo uma amostra de lição).

Áreas de Reabilitação Urbana do Porto constituem destinos preferenciais de investimento

De acordo com o Jornal Económico a baixa portuense, o centro histórico e a foz velha foram as áreas preferenciais da cidade do Porto para investimento em reabilitação urbana, tendo atingido um investimento total de 231,9 milhões de euros no 1.º semestre de 2019.

A reabilitação urbana dos centros históricos das cidades de Lisboa e Porto, despertou o interesse dos investidores em grande parte devido à atividade de alojamento local que tem crescido de forma acentuada nesta última década.

Atualmente, a procura já não é apenas em Lisboa e no Porto, também se verifica noutras cidades como Viseu, Coimbra, Aveiro, Braga, Guimarães e Faro.

O crescimento desta atividade foi tal que, apesar de ter sido a salvação da degradação dos centros históricos, é vista como uma ameaça ao desencadeamento de fenómenos como a gentrificação.

As respostas do Estado e Autarquias não tardaram e o “saque à galinha do ovos de ouro” começou com a taxa municipal turística de dormida, depois com as zonas de contenção e, mais recentemente, a proposta de Orçamento do Estado para 2020, prevê que a determinação do rendimento tributável dos alojamentos locais em zonas de contenção passe a ser feita através de um coeficiente de 0,50 em vez de 0,35, como agora sucede, anunciou a SIC notícias.

Se este tema lhe interessa ou pretende realizar investimentos nesta área lembramos que dispomos de um Curso de Análise de Investimentos em Reabilitação de Edifícios Urbanos, em regime de e-learning,  no qual terá a oportunidade de aprender a analisar a viabilidade económica e financeira de investimentos em edifícios urbanos para alojamento local e a desenvolver o respetivo plano de negócio de modo a aumentar a probabilidade de êxito do investimento.

Recursos pedagógicos incluídos:

  • Manual de Análise de Investimentos em Reabilitação de Edifícios Urbanos
  • Plano de Negócio relativo à criação de um Hostel
  • Ficheiros Excel com os planos financeiros e resolução de vários exercícios

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Coliving: Estará a economia da partilha a conquistar o imobiliário?

O coliving é um segmento do mercado residencial que está a conquistar várias cidades do mundo.

De acordo com Maria Empis, responsável da JLL, vamos assistir a um forte crescimento neste segmento de negócio nos próximos anos em Portugal, com destaque para as cidades de Lisboa e Porto, divulgou recentemente o dinheiro vivo.

Os millennials estão a aproveitar a oportunidade para viajar e trabalhar remotamente, conhecendo pessoas de todos os cantos do mundo, alargando as suas mentes e horizontes.

O coliving concede-lhes a liberdade de se concentrarem em si próprios, na sua vida social e no seu projeto, ou seja, a casa deixa de ser um problema para cuidar, ela está lá simplesmente para sua conveniência, segurança e diversão.

Numa pesquisa realizada no coliving.com encontrámos 8 espaços em Portugal.

O mercado de financiamento das startups está a mudar

A Própria é uma nova plataforma com um modelo inovador de compra de habitação. Trata-se do co-investimento imobiliário, onde cada comprador atua como um investidor numa compra comparticipada de um projeto de imóvel, obtendo no final a fração ou frações pretendidas a preço de custo.

O primeiro empreendimento fica no Lumiar, em Lisboa (junto ao Colégio S. João de Brito, estação de Metro Lumiar, Parque das Conchas e Parque Oeste).

De acordo com a Eco News, dez apartamentos são T2 (cerca de 95 m2), dez são T3 (entre 120 e 150m2) e os restantes são T4 (cerca de 175m2). No caso dos T2, os preços variam entre os 253.764 euros (315.000 euros a preço de mercado, de acordo com os dados fornecidos pela Própria ao Eco News) e os 298.072 euros (370.000 euros a preço de mercado). Os T3 arrancam nos 334.324 euros e os T4 chegam aos 475.304 euros.

O co-investimento imobiliário integra-se nas mais recentes formas de captar capital. Não há dúvida que o mercado de financiamento das Starups está a mudar.

Para quem tenha uma boa ideia de negócio e elabore um bom plano de negócio as novas tecnologias vieram quebrar algumas barreiras ao financiamento que outrora eram impenetráveis.

Desempregado! E agora? Algum apoio à criação do próprio negócio?

No terceiro trimestre de 2019, a taxa de desemprego baixou para 6,1%. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), trata-se do valor mais baixo da série iniciada em 2011.

Ainda assim, existem atualmente em Portugal cerca de 323 mil desempregados! Se fizer parte deste grupo e estiver a ponderar criar um negócio pode candidatar-se à antecipação das prestações de desemprego, desde que assegure, a tempo inteiro, o seu próprio emprego.

Na hora de decidir não esqueça da importância da realização de um plano de negócio. O plano de negócio ajuda os empreendedores a pensar sobre as suas estratégias, a equilibrar o seu entusiasmo com factos e a reconhecer as suas limitações.

Caso esteja interessado em realizar o seu próprio plano de negócio frequente o nosso Curso “Elaboração de Planos de Negócio, com recursos pedagógicos exclusivos, 100% online:

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    Manual com as notas explicativas dos planos financeiros

Recomendamos ainda a leitura o nosso artigo sobre tendências que podem constituir verdadeiras oportunidades de negócio.